SOBRE O BLOG

O "difetende do diferente comum" nada mais é do que o "comum diferente".
Espontaneidade e simplicidade na forma de escrever, livre do cárcere tendencioso do modismo. Se destacando e fazendo a diferença pelo conteúdo e pela qualidade, não pela excentricidade ou pela ousadia desmedida.
Sem seguir tendências ou modas,
(humildemente) falamos e opinamos sobre os mais diversos assuntos. Criticamos, elogiamos, aconselhamos, criamos, inventamos, compomos e etc.
Somos o tão raro simples, o comum diferente do diferente comum. A alternativa além do, ja clichê, alternativo.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Legalize já!? Não, ainda não! ...

Como é sabido por todos, "legalização da maconha" é um tema um tanto polêmico que já atinge nosso país, e vem causando grande divergência de opiniões. Em alguns países europeus a legalização já é uma realidade, dizem que dá certo. Não é de se duvidar que, realmente, dê certo, entratanto, também não devemos acreditar cegamente que a liberação de uma droga, a tanto proibida e discriminada, é a melhor medida a ser tomada e nos atirar de cabeça em uma tentativa tão arriscada. A grande pergunta a ser feita é: Daria certo aqui também?

Há diversos manifestos populares que reivindicam, já a um bom tempo, a legalização. Estão no seu direito. Querem apenas, poder consumir a sua "droga" livremente, sem serem marginalizados pela lei, como tantos outros que consomem suas drogas consideradas lícitas. O grande problema é que o governo e a polícia ja não conseguem, mesmo proibindo tudo, controlar o avanço da criminalidade, especialmente o tráfico de drogas. A situação foge ao controle de todos. Imaginem então com a maconha liberada: isso, muito provavelmente, facilitaria o financiamento de outras praticas criminosas, bem como o tráfico de outras drogas, que continuariam sendo ilícitas.

Convenhamos que a proibição do uso da maconha não impede ninguém de fazê-lo. Não impede mas constrange, discrimina, que é também uma forma de controle, extremamente volátil, mas ainda assim uma forma de controle. Além do que, a restrição da droga permite que a polícia intimide e puna sua comercialização, tornando assim, muito mais fácil de impedir que a maconha financie o pó, o crack e outras atividades criminosas (mesmo que, ainda assim, isso não seja feito direito). Não quero aqui defender a discriminação do usuário. Acho, sinceramente, que quem curte um baseado tem mais é que fumar mesmo e foda-se o que diz a lei. Sou contra qualquer tipo de violência e principalmente CONTRA QUALQUER TIPO DE REPRESSÃO. A questão aqui não é avaliar os males causados pela maconha e nem se as pessoas devem usá-la ou não, isso não faz diferença pra ninguém, ninguém se importa com isso. Se houvesse tal preocupação seria uma invasão ao direito do livre arbítrio do ser humano. A questão aqui é a luta para evitar a facilitação de outras práticas criminosas.

Se as drogas, de um modo geral, tivessem sido admitidas pela nossa constituição desde o princípio trazendo consigo uma forma inteligente de controle, dentro da legalidade, nenhum desses problemas nos assombraria agora. O problema é que as plantações, a indústria, as rotas e a comercialização de todas essas drogas já são propriedades de traficantes, bandidos. A legalização de qualquer droga só privilegiaria o enriquecimento desses cartéis criminosos, cruéis e sanguinários que são os cartéis do narcotráfico.

Se é possível que a legalização da maconha dê certo e que isso seja bom para a população em geral, só saberíamos tentando. É uma tentativa perigosa, o risco é muito alto e o preço é muito caro. O fato é que, em hipótese alguma, eu considero que o Brasil esteja preparado para tal tentativa. Precisaríamos ainda, além de muita força de vontade dos governantes, de muito mais policiamento nas ruas, muito mais defesa nas fronteiras, investigações sérias para derrubar os grandes líderes do narcotráfico que são ricos e poderosos, e muito mais educação para o povo, mas muito mesmo. A fim de evitar não só o crescimento da criminalidade, mas também o uso demasiado e discriminação indiscriminada.

Infelizmente, ainda teremos que esperar um booom tempo até essa realidade nos alcançar. Talvez gerações...





Texto adaptado do que escrevi hoje pela manhã, no exame intelectual de admissão do NPOR (Núcleo de Preparação de Oficiais da Reserva) Pelotas. O texto era, originalmente, bem pequeno porque nos deram apenas 20 linhas para a redação, mas acredito ter conseguido expressar bem o que penso a respeito da "legalização da maconha" embora o pouco espaço e a complexidade do assunto. Entretanto, para publicar no blog eu dei uma esticadinha e abordei alguns temas diferentes, usei alguns argumentos a mais.

Ainda assim, creio que exista muito mais a ser dito sobre o tema. Talvez em alguma outra oportunidade eu, ou algum outro autor do presente blog, se empenhe em um outro texto com mais abrangencia e novos argumentos. Tal complexidade não pode ser totalmente explicada, nem tão pouco compreendida, em apenas um texto.

4 comentários:

Unknown disse...

tu falo se desde o começo da nossa civilização fosse aceita ela daria certo
mas quanta coisa foi aceita e até hoje nao deu
as leis que inventaram a 948747478 anos atras nao ajudam mto apesar da boa intençao o povo tenta burlar-las um bom exemplo é o proprio uso da maconha e venda/compra de bebida antes dos 18 :P mas de resto concordo

Alemão Valadão disse...

Não quis dizer que daría certo, quis dizer que não tería sido tão marginalizada e não tería criado os grandes monstros do narcotráfico como existem hoje.
Se daría certo ou não, não tenho como adivinhar né :P akapopask

Valeu o comentário :D
\o

Unknown disse...

eaheahuehuheuea
alemão hein virando colunista agora...
eu concordo contigo
continua assim
abração

Anônimo disse...

Maconheiro