SOBRE O BLOG

O "difetende do diferente comum" nada mais é do que o "comum diferente".
Espontaneidade e simplicidade na forma de escrever, livre do cárcere tendencioso do modismo. Se destacando e fazendo a diferença pelo conteúdo e pela qualidade, não pela excentricidade ou pela ousadia desmedida.
Sem seguir tendências ou modas,
(humildemente) falamos e opinamos sobre os mais diversos assuntos. Criticamos, elogiamos, aconselhamos, criamos, inventamos, compomos e etc.
Somos o tão raro simples, o comum diferente do diferente comum. A alternativa além do, ja clichê, alternativo.

sábado, 26 de junho de 2010

A MENTIRA É QUEM REGE O MUNDO!

"Tentativa de reativação do blog... espero que dê certo *.*"

Na verdade: A verdade, enquanto verdade absoluta, já é mentira por si só. Verdadeira não haveria de ser, pois, verdade absolutamente verdadeira simplesmente não existe. E isso é só uma grande e absoluta verdade!

Sendo ela, a verdade, sempre verdade, e por tanto, invariavelmente única e absoluta por fazer de todas as outras verdades, mentiras diante de si, concluir-se-á que: Em nosso mundo, em nossa sociedade a verdade, seja ela qual for, não passa de uma grande mentira. Uma ilusão criada por quem tem fogo suficiente para forjar o metal das idéias do povo (que também não é lá essas coisas de forte ou resistente, diga-se de passagem).

Por tanto: Não creias, não sigas, não leias, não obedeças... Não tenhas fé! Não acredite ou viva a crença de verdades alheias, coletivas ou massivas. Não corras o risco de estruturar a tua existência sobre falsos pilares. Afinal, entre tantas inúmeras verdades seria qual a verdade verdadeira? Existiria alguma? Por isso repito: Não existe verdade absoluta! Existem sim, no máximo e no mínimo, invariavelmente duas verdades: A minha e a tua.

Viva a tua verdade com hei de viver a minha, na convicção de ser verdade. Porém com a consciência de ser a minha verdade e nada além disso. Conhecendo e respeitando então, a tua.

Não temas viver a mentira por saber que nada é verdade, sendo ela a TUA mentira, nada haveria de errado em vivê-la. Recuse-se, sim, a viver a mentira dos outros, das instituições, da sociedade... Não viva a grande mentira do mundo só porque durante a tua vida inteira ouvistes que fosse verdade.

Liberte-se dos falsos valores criados pela sociedade e embutidos em nossas mentes, no qual chamamos de princípios. Tenha seus próprios valores e seja fiel a eles, seja leal a eles. Nada mais.

Aprenda a conviver com a mentira, entenda-a e aceite-a. Não como tua, mas como verdade do teu próximo. Afinal tudo é mentira, tendo assim, nós então, que sabermos compreende-la e com ela conviver por poder ela ser verdade a qualquer outro, assim como a minha é para mim e não é para ele.

Em fim, viva e deixe que vivam. Cada um com sua verdade, cada um com sua mentira. Se cada um de nós soubéssemos respeitar a mentira verdadeira dos outros e se os outros soubessem respeitar nossa verdade mentirosa, certamente, o mundo seria um pouquinho melhor!

Nada mais tendo a declarar e tudo mais mantido constante (ceteris paribus), declaro encerrada mais essa seção de pensamentos complexos, idéias inúteis e teorias que para nada servem de um pseudo-escritor sem nada para fazer.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Estamos assistindo à desmoralização do escândalo

Antigamente o corrupto se esgueirava pelos cantos, com vergonha da própria sombra. Só havia corrupção ativa e passiva.

Mas agora inventaram um novo tipo: a corrupção festiva. Hoje eles cantam, se abraçam, se elegem, reelegem e comemoram.

O que está acontecendo diante de nossos olhos é um fato novo: o desrespeito não é nem com a verdade, mas com a mentira. Estamos assistindo à desmoralização do escândalo.

O discurso do Arruda é um momento importante na história do país.

Ele diz: “Toda crise passa, o que diferencia é como cada pessoa escolhe para atravessá-la”.

Ele escolheu o cinismo absoluto. E esta dando certo: elegeu presidente um deputado amigo, autor de um famoso projeto criando banheiros para homossexuais nos shoppings de Brasília.

Arruda também é um importante jurista. Está reformando o código penal. Ele decretou: “as provas não provam mais nada”.

Qualquer desculpa serve: “eu pus a grana nas meias porque tenho frieira e dizem que dinheiro cura tudo”.

Arruda fez cara séria e citou São Paulo: “Combati o bom combate. Terminei meus dias e não perdi a fé”.

E, como ele citou São Paulo, podemos citar Jesus Cristo quando expulsou os vendilhões do templo: “A minha casa é uma casa de oração, mas vós a convertestes em um covil de ladrões”. Foi Cristo que disse.
Arnaldo Jabor (03/02/2010)


"Geralmente nós mesmos escrevemos os conteúdos do Blog, mas dessa vez preferi colocar um texto de Arnaldo Jabor, pois gostei um monte e fala muita coisa que todo mundo pensa e não tem coragem/criatividade pra se expressar.
Espero que gostem!
Sejam diferentes comentem!!!
Abraço a todos"

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Legalize já!? Não, ainda não! ...

Como é sabido por todos, "legalização da maconha" é um tema um tanto polêmico que já atinge nosso país, e vem causando grande divergência de opiniões. Em alguns países europeus a legalização já é uma realidade, dizem que dá certo. Não é de se duvidar que, realmente, dê certo, entratanto, também não devemos acreditar cegamente que a liberação de uma droga, a tanto proibida e discriminada, é a melhor medida a ser tomada e nos atirar de cabeça em uma tentativa tão arriscada. A grande pergunta a ser feita é: Daria certo aqui também?

Há diversos manifestos populares que reivindicam, já a um bom tempo, a legalização. Estão no seu direito. Querem apenas, poder consumir a sua "droga" livremente, sem serem marginalizados pela lei, como tantos outros que consomem suas drogas consideradas lícitas. O grande problema é que o governo e a polícia ja não conseguem, mesmo proibindo tudo, controlar o avanço da criminalidade, especialmente o tráfico de drogas. A situação foge ao controle de todos. Imaginem então com a maconha liberada: isso, muito provavelmente, facilitaria o financiamento de outras praticas criminosas, bem como o tráfico de outras drogas, que continuariam sendo ilícitas.

Convenhamos que a proibição do uso da maconha não impede ninguém de fazê-lo. Não impede mas constrange, discrimina, que é também uma forma de controle, extremamente volátil, mas ainda assim uma forma de controle. Além do que, a restrição da droga permite que a polícia intimide e puna sua comercialização, tornando assim, muito mais fácil de impedir que a maconha financie o pó, o crack e outras atividades criminosas (mesmo que, ainda assim, isso não seja feito direito). Não quero aqui defender a discriminação do usuário. Acho, sinceramente, que quem curte um baseado tem mais é que fumar mesmo e foda-se o que diz a lei. Sou contra qualquer tipo de violência e principalmente CONTRA QUALQUER TIPO DE REPRESSÃO. A questão aqui não é avaliar os males causados pela maconha e nem se as pessoas devem usá-la ou não, isso não faz diferença pra ninguém, ninguém se importa com isso. Se houvesse tal preocupação seria uma invasão ao direito do livre arbítrio do ser humano. A questão aqui é a luta para evitar a facilitação de outras práticas criminosas.

Se as drogas, de um modo geral, tivessem sido admitidas pela nossa constituição desde o princípio trazendo consigo uma forma inteligente de controle, dentro da legalidade, nenhum desses problemas nos assombraria agora. O problema é que as plantações, a indústria, as rotas e a comercialização de todas essas drogas já são propriedades de traficantes, bandidos. A legalização de qualquer droga só privilegiaria o enriquecimento desses cartéis criminosos, cruéis e sanguinários que são os cartéis do narcotráfico.

Se é possível que a legalização da maconha dê certo e que isso seja bom para a população em geral, só saberíamos tentando. É uma tentativa perigosa, o risco é muito alto e o preço é muito caro. O fato é que, em hipótese alguma, eu considero que o Brasil esteja preparado para tal tentativa. Precisaríamos ainda, além de muita força de vontade dos governantes, de muito mais policiamento nas ruas, muito mais defesa nas fronteiras, investigações sérias para derrubar os grandes líderes do narcotráfico que são ricos e poderosos, e muito mais educação para o povo, mas muito mesmo. A fim de evitar não só o crescimento da criminalidade, mas também o uso demasiado e discriminação indiscriminada.

Infelizmente, ainda teremos que esperar um booom tempo até essa realidade nos alcançar. Talvez gerações...





Texto adaptado do que escrevi hoje pela manhã, no exame intelectual de admissão do NPOR (Núcleo de Preparação de Oficiais da Reserva) Pelotas. O texto era, originalmente, bem pequeno porque nos deram apenas 20 linhas para a redação, mas acredito ter conseguido expressar bem o que penso a respeito da "legalização da maconha" embora o pouco espaço e a complexidade do assunto. Entretanto, para publicar no blog eu dei uma esticadinha e abordei alguns temas diferentes, usei alguns argumentos a mais.

Ainda assim, creio que exista muito mais a ser dito sobre o tema. Talvez em alguma outra oportunidade eu, ou algum outro autor do presente blog, se empenhe em um outro texto com mais abrangencia e novos argumentos. Tal complexidade não pode ser totalmente explicada, nem tão pouco compreendida, em apenas um texto.

sábado, 23 de janeiro de 2010

Serviço Militar

No Brasil, como todo mundo sabe, quando o jovem do sexo masculino deve se alistar em uma das forças armadas, no ano em que completa dezoito anos. Até ai tudo bem, tudo bem? Como assim deve?

É não é nenhuma novidade que a legislação obriga o homem a fazer isso. Isso começou na época das capitanias hereditárias, e foi aprovado nos tempos de império. O problema é que a república chegou, criamos mais liberdade através da democracia e esse fato não mudou.

Quando o sujeito se alista realiza uma breve entrevista, na qual é perguntado se deseja prestar serviço militar. Até hoje ninguém sabe qual a finalidade dessa pergunta, pois durante todo processo de seleção eles repetem a questão e acabam servindo muitos que desde o início responderam não. Tudo bem que existe bastante gente que não quer apenas para não abandonar a vadiagem. Mas há também pessoas que trabalham, estudam ou fazem qualquer outra coisa mais importante que passar um ano lá se exercitando.

Essas pessoas que são obrigadas a servir passarão todo tempo contra sua vontade, enquanto outros queriam estar no lugar delas ficam fazendo nada, ou imaginando como seria servir a pátria. E se o Brasil entrasse numa guerra, é o mandato de Lula acaba em 2010 (e junto com o presidente carismático vai a camaradagem e a simpatia do país amigo de todos), o nosso exército está bem preparado?

Com soldados na batalha contra sua própria vontade, com pessoas que dariam tudo, até mesmo a vida pela pátria em casa. Como dizia Thomas Edison “Gênio é 1% de inspiração e 99% de transpiração”. Então o quanto o jovem que deixou a faculdade pra servir a pátria, esta disposto a transpirar? Com toda certeza menos que o outro que desde o principio desejava ser um militar.

O critério usado na seleção só um militar pode responder, mas com certeza a vontade do alistado não é muito levada em conta (exceto quando ele é filho de alguém com patente elevada por lá). Jovens que estudam a vida inteira para serem aprovados no vestibular são levados pela obrigatoriedade da lei a perderem um ano de sua faculdade. Deixam de se formar com sua turma inicial, perdem o ritmo de aprendizagem e muitos até acabam deixando a universidade.

Sim, vivemos num país democrático e temos autoridade sobre nós mesmos, mas quando o jovem faz dezoito anos, isso não é lembrado. Tanto que se ele servir o exército não tem direito de votar, caso seja ano de eleição. Então o que se pode fazer é se contentar e enfrentar o “problema” de frente, torcer para não ser escolhido ou ser escolhido, pois tudo está nas mãos do exército, mesmo que o militarismo tenha acabado. Acabou mesmo?

domingo, 17 de janeiro de 2010

A Alternativa Além do, Ja Clichê, Alternativo.

Dizem que a primeira postagem a gente nunca esquece :P
Vamos la então, para abrir os trabalhos e inaugurar o blog "Diferente do Diferente Comum...", nada melhor que um texto falando sobre o próprio.
Falarei , então, um pouco sobre o/s significado/s do nome e sobre o que vocês, provavelmente, encontrarão por aqui nas próximas postagens.
Sem gastar mais caracteres com reles "preliminares"...

Porque o diferente do diferente comum nada mais é que o comum diferente, o simples, que se destaca e se diferencia dos demais unicamente pela qualidade, ou pelo menos pelo cuidado para com ela, e não pela excentricidade ou pela ousadia desmedida.
Vivemos em uma sociedade onde as pessoas, especialmente os jovens, estão sempre correndo loucamente em busca de um destaque especial, e tentam alcançá-lo, principalmente, através da diferença. Querem ser diferentes de todos. Isso se dá em qualquer esfera da vida: aparência, comportamento, sentimentos, relacionamentos e até mesmo na música, literatura e cinema ou qualquer outro tipo de arte (o que é compreensível, devido ao capitalismo selvagem comercializar tudo e todos, até mesmo a arte). O imcompreensível é que esses jovens, irracionalmente, buscam essa diferença seguindo tendências modistas e momentâneas. Todos os tipos de arte e as pessoas, em sua maioria, seguem impressionantemente a modinha do momento (talvez impulsionadas por esse mesmo sistema capitalista, mas não entraremos em tais méritos) tentando diferenciar-se dos outros (Oo). Não só agora com os "emos", mas desde sempre, com a onda dos pagodeiros há algum tempo atrás, a mania dos "manos" do rap ou com os "skatistas". -É o "diferente comum"
Nada contra a "moda", ja que ela é mesmo necessária para a maioria das pessoas que precisam se enquadrar em algum grupo, que por sua vez segue tal moda e exige de todos ao seu redor que a sigam igualmente [que coisa ridícula (na minha humilde e tosca opinião)].

"A demência no indivíduo é algo raro; nos grupos, nos partidos, nos povos, nas épocas, é a regra." -Frederich Nietzsche.

Sou apenas uma pessoa que admira a arte e a vida em sua plenitude, livre do cárcere do insistente desejo mesmeiro pelo modismo tendencioso. Sou diferente da esmagadora maioria por fazer o que quero sem me preocupar se vou parecer comum ou simples demais, se vou ser igual ou diferente, preocupando-me apenas em fazer sempre bem feito tudo o que faço e ser feliz. Faço parte de uma seleta minoria que não necessita da moda, não precisa de grupos, capaz de interagir com tudo e todos que valham realmente à pena, independente das músicas que ouçam ou das roupas que vistam.

"Tanto faz qual é a cor da sua blusa,
tanto faz a roupa que você usa.
Faça calor ou faça frio
é sempre carnaval no Brasil!"
-Nem 5 Minutos Guardados, Titãs


O blog "Diferente do Diferente Comum..." vem a ser criado então para servir com uma arma, uma ferramenta para que eu possa, juntamente com meus parceiros e amigos, expressar minhas opiniões, exprimir-me n'alguma forma de arte tão livremente quanto eu possa, falar e opinar sobre os mais diversos assuntos e quem sabe até escrever poesias ou compor músicas. Tomando sempre o cuidado de manter o mínimo de qualidade que o leitor merece e o máximo que eu possa dar em tudo que escrevo, falo, faço. Fazendo, dessa forma, a real diferença.